Tinta nanotecnológica RFID

Linhas de códigos de barras em produtos no supermercado podem se tornar tão obsoletas quanto leiteiros. Pesquisadores da Universidade Nacional Sunchon em Suncheon, Coréia do Sul, e da Universidade Rice, em Houston construíram uma etiqueta de identificação através de rádio frequência (RFID) que pode ser impressa diretamente em caixas de cereais e sacos de batata frita. A tecnologia utiliza a tinta misturada com nanotubos de carbono para imprimir a etiqueta em papel ou plástico, que poderia imediatamente transmitir informações sobre os produtos presentes em um carrinho cheio de compras, sua quantidade e preços.
“Você pode passar seu carrinho por um detector e ele lhe diz de imediato o que está no carrinho”, diz James M. Tour da Rice University, cujo grupo de pesquisa inventou a tinta.
Etiquetas RFID já são utilizados amplamente em passaportes, livros da biblioteca e gadgets que permitem que carros passem através de pedágio e pagar a conta depois, por um boleto que chega através do correio. Mas essas marcas são feitas de silicone, que é mais caro do que o papel e tem de ser colado sobre o produto como uma segunda etapa na produção.
“É potencialmente muito mais barato, imprimi-lo como parte do pacote”, diz Tour.
Segunda estimativas, o custo de impressão nos produtos é de cerca de três centavos em comparação com cerca de 50 centavos de dólar para cada etiqueta baseada em silício utilizada atualmente. A equipe espera que, eventualmente, poderá baixar o custo para um centavo!

Tinta nanotecnológica

As etiquetas foram possíveis com a criação de tinta semicondutora, que contém nanotubos de carbono que é capaz de armazenar uma pequena carga elétrica. A mistura de nanotubos criados em laboratório de Tour inclui ambos os nanotubos semicondutores e nanotubos condutores. Separar os dois tipos de nanotubos é “uma experiência horrível”, diz Tour. “Eles são muito difíceis de se separar.” Então, em vez disso, a equipe desenvolveu uma forma de revestir os nanotubos de condução em um polímero para proteger a carga elétrica e permitir que a tinta se torne semicondutora.
“O trabalho é impressionante”, comenta Thomas N. Jackson, da Penn State University, em University Park, que também está desenvolvendo uma etiqueta eletrônica flexível. Ele acredita que será difícil competir com o silício, que é bem estabelecida no reino de embalagens de produtos de consumo. Mas a tecnologia similar poderia ser usado para fazer coisas que o silício não pode fazer, diz ele, como fazer curativos inteligentes capazes de detectar infecções ou ainda transmitir informações sobre a validade de alimentos contidos dentro das embalagens!


Nano-based RFID tag, you’re it


https://ieeexplore.ieee.org/document/5406115/?reload=true&arnumber=5406115